
Padroeiro: S. Martinho
Actividades económicas:
Agricultura, construção civil, indústria têxtil e marcenaria
Festas e Romarias: Senhora do Castelinho
( 8 de
Setembro)
e
Menino Jesus de Praga (
1º Domingo de Junho)
Património cultural e edificado: Capela do Castelinho e Santuário do Menino
Jesus de Praga
Artesanato: Tamancaria
Contactos:
Junta de freguesia: e-mail: j.f.avessadas@iol.pt .::. Telef.: 255 521 518
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Os primeiros testemunhos escritos sobre São Martinho de Avessadas datam de meados do século XIII. Em 1225, é citada a "ecclesia de avezadas", em documento do Mosteiro de Alpendorada, e nas Inquirições de 1258 a paróquia de "Sancti Martjnj de auessadis". O topónimo da Freguesia, que ocorre seis vezes em todo o país, vem do latim adversãta: "a que se opõe a, a que está em posição contrária". |
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A freguesia de Avessadas, a que alguns também chamam de Vessadas, e que até tem um lugar com esse nome, como centro populacional remonta a épocas distantes da história da Civilização. Para além do aspecto religioso, avessadas tem algo de notório. O seu solo fértil é factor importante num região agrícola. Teve em tempos uma extracção mineira de feldspato com interessantes reflexos económicos. Avessadas fez parte do Concelho de Bem-Viver, sendo citada como tal em 1747. Em 1850, surge no de Soalhães, mas a extinção deste levou à sua integração definitiva no Marco de Canaveses. |
Junta de Freguesia de Avessadas |
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É tão velha que até parece de sempre, a criação do boi bravo, em Avessadas,. Não seria propriamente casta ribatejana aquela que ali denominam raça brava. era, no entanto, um gado realmente nada dócil. Isso, aliado à sua qualidade de animais não castrados e ao tal «vinho com pólvora» que lhes davam antes da actuação em touradas, conferia-lhe atributos de razoável ferocidade. Tão razoável que foi suficiente para originar algumas mortes, em pleno campo. Estão ainda bem frescas na mente das pessoas hoje de idade madura, as vozes de «Aí vai boi!» que antecediam à solta e aproximação do bovino. |
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Avessadas regista um povoamento precoce que, a despeito de todas as lendas populares, remonta aos inícios da era cristã, ou talvez antes. A aldeia e necrópole de Mória, a 250 metros de altitude, é de incineração aberta no afloramento granítico. Escavada nos anos 50 pelo arquitecto Tasso de Sousa, revelou diversas sepulturas e espólio datáveis do século IV. Foram descobertas nessa altura cerca de cem peças cerâmicas, associadas a carvões. Os estudos arqueológicos denunciaram, ainda, indícios de caixas de madeira com cinzas. A proximidade de Tongobriga não será decerto alheia a este povoamento inicial da Freguesia, que muito deve ter beneficiado desse facto. |
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Bibliografia:
- "Marco de Canaveses - Entre o Douro e o Tâmega onde começa o Marão..." Anegia Editores, 1997
- "Monteiro, Emilia; Marco de Canaveses (Cadernos Monográficos) Castelinho", Escola Tipográfica da oficina de S. José, 1978